A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) utilizou a presidência do plenário do Senado, na tarde desta segunda-feira (13), para negar rumores de rompimento com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Em meio a um cenário de divisão interna causada por ataques direcionados de influenciadores digitais, a parlamentar levantou suspeitas sobre o financiamento de campanhas difamatórias direcionadas a lideranças conservadoras e que há gente lucrando com a discórdia.
Em um apelo direto aos seus aliados políticos, Damares cobrou o fim do que chamou de "fogo amigo" na condução política do grupo. "Eu queria dizer para esse exército da direita: parem de atacar os seus soldados", afirmou a senadora.
O pronunciamento ocorreu em resposta a notícias recentes de que ela teria abandonado a formulação do plano de governo do pré-candidato Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
Damares esclareceu que concluiu e entregou sua parte na redação do texto, focada em temas de direitos humanos, como proteção à infância, mulheres e idosos.
"O Flávio Bolsonaro ainda é o meu pré-candidato. Ele é o indicado pelo presidente Bolsonaro e eu sou do time", pontuou, ressaltando que sua colaboração agora se dará na fase de transição.

A senadora questionou a origem das ofensivas virtuais que tem sofrido e apontou para uma possível articulação financeira por trás das divergências na direita.
"Quem está financiando tudo isso? A quem interessa essa fragilidade da direita? Será que tem dinheiro envolvido nesses ataques todos?", indagou no plenário.
Bolsonarista
Durante o pronunciamento, a senadora fez questão de afastar qualquer especulação sobre um distanciamento do ex-presidente da República.
Ao justificar a permanência no projeto de Flávio Bolsonaro, ela reafirmou sua identidade política declarando-se abertamente uma "bolsonarista".
Segundo a parlamentar, o senador é o nome previamente escolhido e ela, como parte da equipe, seguirá a diretriz estabelecida.
Para dirimir dúvidas sobre sua lealdade em meio às divisões internas, Damares foi enfática ao apontar quem dita os rumos de sua atuação partidária e eleitoral.
"Eu tenho um líder. O meu líder se chama Jair Messias Bolsonaro, que amo de forma incondicional", declarou no plenário.
A senadora garantiu que seguirá estritamente o que for determinado por ele na condução do projeto conservador.
Defesa
O racha no espectro conservador, segundo Damares, também atinge a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
A senadora relatou que Michelle tem sido alvo de um movimento formado por ex-assessores partidários, que estariam espalhando rumores de que a ex-primeira-dama planeja criar um novo partido para desestabilizar a candidatura de Flávio Bolsonaro.
Afirmando ser alvo constante de acusações infundadas nas redes sociais, Damares declarou que não gastará tempo gravando vídeos de defesa na internet e focará em seu trabalho na Comissão de Direitos Humanos do Senado.
"Eu sou imparável. Não tenho medo de bandido, não tenho medo de pedófilo, não tenho medo de ataques", declarou.
Foto: Carlos Moura/Agência Senado