
O governo do Estado, por meio da Secretaria da Educação (Seduc), foi um dos finalistas da maior premiação sobre igualdade racial da América Latina. Idealizada pelo Instituto Identidades do Brasil (ID_BR), a décima edição do Prêmio Sim à Igualdade Racial ocorreu nesta quarta-feira (13/5), no Rio de Janeiro, celebrando pessoas, empresas, iniciativas e projetos que desenvolvem ações antirracistas e de equidade racial.
A secretária da Educação, Raquel Teixeira, foi uma das anfitriãs do evento, representando o governo do Estado pelo trabalho que a Seduc desenvolve para promover a equidade racial e o combate ao racismo. O subsecretário de Desenvolvimento da Educação da pasta, Marcelo Jerônimo, também esteve presente. "Educação de qualidade só existe se houver equidade. Isso significa garantir que todos os alunos se sintam acolhidos e tenham as mesmas oportunidades. A escola pública é, portanto, uma das ferramentas mais importantes para enfrentar desigualdades e ampliar possibilidades de futuro”, enfatizou Raquel.

A partir do tema “Surrealismo Afro-Indígena Brasiliano”, a edição de 2026 trouxe uma reflexão sobre as raízes do Brasil, abordando a questão do sonho como um convite para construir o futuro do país. No palco do Qualistage, um dos maiores espaços de espetáculos da capital carioca, a cerimônia contou, além da premiação, com uma série de apresentações artísticas e musicais. A proposta buscou representar a diversidade brasileira, potencializando vozes e talentos da população negra e dos povos indígenas.
O prêmio, ao todo, contempla 12 categorias distintas, divididas entre os eixos de Educação, Cultura e Empregabilidade. A novidade deste ano foi a inclusão da categoria especial “Escolas Sim: Secretarias de Educação”, em que a Seduc está entre as finalistas. Ela premia as redes públicas de ensino que investem em políticas de igualdade racial, incluindo valorização, formações continuadas e práticas pedagógicas próprias para tornar as escolas mais inclusivas.
Os vencedores e os melhores momentos da festa serão exibidos pela TV Globo no dia 24 de maio. “Estar nesta premiação, que promove um debate tão necessário sobre igualdade racial, também é uma oportunidade de trocar experiências. Podemos compartilhar o trabalho que realizamos com o Programa de Educação Antirracista da Rede Estadual do Rio Grande do Sul e aprender com iniciativas desenvolvidas em diferentes partes do país. Queremos que cada jovem, independentemente de sua origem, encontre na escola o apoio necessário para construir seu projeto de vida”, destacou Raquel.
Educação antirracista nas escolas estaduais
O combate à desigualdade social é uma das pautas prioritárias da Seduc. A Rede Estadual possui um conjunto de projetos, programas e ações voltados para a igualdade, a inclusão e a valorização da cultura africana, indígena e afro-brasileira. Desde 2021, a Seduc mantém o Programa de Educação Antirracista, que oferece um conjunto de formações e capacitações específicas para professores e servidores. A política pública tem como princípios:
fortalecer identidade e direitos
disseminar a consciência política e histórica da diversidade
promover ações educativas e assegurar os direitos de aprendizagem
redução das desigualdades educacionais.
Assim, o programa desenvolveu guias e documentos orientadores para toda a Rede Estadual, como o Protocolo de Combate à Violência Racial e o Código de Conduta Antirracista. Duas escolas estaduais também já se consolidaram como instituições de referência em educação antirracista: a Escola Francisco Antônio Caldas Júnior, de Porto Alegre, e a Escola Tolentino Maia, de Viamão.
Outras dez escolas de tempo integral adotaram métodos e práticas antirracistas que se estendem por todo o cotidiano escolar. Em diálogo com a sociedade civil e o movimento negro, a Seduc incorporou ao calendário o Encontro Estadual de Educação Antirracista. O evento chegou à sua terceira edição em 2025, reunindo especialistas e educadores para debater políticas de diversidade.
Outra ação que merece destaque é o Prêmio Dra. Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva, criado para reconhecer projetos pedagógicos que promovem a cultura afro-brasileira e africana nas salas de aula. Por fim, em 2025, foi regulamentada, pela primeira vez, a reserva de vagas para estudantes pretos, pardos, indígenas e pessoas com deficiência nos cursos técnicos das escolas estaduais.
Texto: Ascom Seduc
Edição: Secom
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