Massa de ar polar traz risco de neve para as serras gaúcha e catarinense; segunda-feira
deve registrar geada ampla e marcas negativas no Sul
A região Sul do Brasil enfrenta, entre os dias 8 e 13 de maio de 2026, a primeira grande onda de frio intenso do ano, provocada pelo avanço de uma massa de ar polar vinda da Argentina.
A queda acentuada nos termômetros ocorre devido à passagem de uma frente fria organizada, que espalha o ar gelado pelo centro-sul do país, atingindo o ápice da intensidade neste fim de semana.
A massa de ar polar ganha força total neste sábado (9). Na fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai, os termômetros devem registrar marcas abaixo dos 5°C. Já em Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso d
o Sul, as médias devem oscilar em torno dos 10°C.
O frio mais rigoroso, no entanto, é esperado para a madrugada de segunda-feira (11). A previsão indica amanhecer gelado em diversos estados, com risco de geada em grande parte da Região Sul e queda de temperatura em São Paulo, Mato
Grosso do Sul e Rio de Janeiro.
Para quem espera ver neve, as chances se concentram nas áreas de maior altitude. A Climatempo projeta a ocorrência de neve ou chuva congelada nas serras gaúcha e catarinense, especificamente em localidades acima dos 1.500 metros de altitude. O fenômeno está atrelado à combinação da umidade com a entrada do ar polar remanescente entre os dias 9 e 10 de maio.
Paralelamente ao frio, um ciclone extratropical de forte intensidade — classificado tecnicamente como ciclone bomba — se formou na costa da Argentina. Embora o sistema não passe sobre o território brasileiro, ele exerce influência indireta no clima do país.
A diferença de pressão atmosférica gerada pelo ciclone na altura de Buenos Aires provoca ventos moderados a fortes no centro-
sul do Brasil. Essas rajadas secas, que ocorrem mesmo sem chuva, devem ser senti
das até o dia 10 de maio, inte
nsificando a sensação de frio.
A partir de domingo (10), o ar gelado avança para o Sudeste e Centro-Oeste. Cidades de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso sentirão o declínio nas temperaturas.
Até mesmo Rondônia deve registrar o fenômeno da friagem, embora com menor intensidade do que o visto no Sul.