Se
A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA), agência governamental de clima e tegundo o órgão climático norte-americano, o
El Niño 2026/2027 pode se tornar o mais forte da história moderna devido à instabilidade no tempo que deve vir à tona.
A NOAA apontou que diversas condições favoreceram para o início do fenômeno neste mês. Conforme a agência, anomalias de vento oeste em baixos níveis e de vento leste em alto nível no oceano provocaram o aquecimento das águas, causando mudanças atípicas na atmosfera, impulsionadas pelo deslocamento da convecção.É previsto que o fenômeno se intensifique ainda mais no inverno do Hemisfério Norte de 2026-2027. O fenômeno tem sido chamado de Super El Niño e causado preocupações no Brasil.
“A convecção esteve ligeiramente acima da média sobre o Pacífico equatorial central e centro-leste e próxima ou abaixo da média sobre a Indonésia. Os índices tradicionais e equatoriais da oscilação sul foram negativos. Coletivamente, o sistema acoplado oceano-atmosfera refletiu o início das condições de El Niño”, comunicou a NOAA.
El Niño e impactos anteriores no Brasil
- O El Niño é um fenômeno natural do Oceano Pacífico marcado pelo aquecimento anômalo das águas devido ao enfraquecimento dos ventos alísios.
- Esse enfraquecimento altera a circulação atmosférica global e mantém a temperatura elevada.
- Provoca clima mais seco no sudeste da Ásia, Austrália, sul da África e no Norte e Nordeste do Brasil.
- Em 2015/2016, o país registrou recordes nos termômetros com a seca mais severa da história da Amazônia e excesso de chuvas no Sul.
- Em 2023/2024, houve crise humanitária no Norte/Nordeste, com nível do Rio Negro e Rio Madeira em baixas históricas, além de inundações catastróficas no Rio Grande do Sul, com a combinação de chuvas sucessivas e fatores climáticos.
“METRÓPOLES